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Areia da
Praia Central

 

Pouso de Avião e Corrida de Carros

Ano de 1939 em frente ao Hotel Balneário Camboriú. Acervo de Antonio Jorge de Borba. 

Hoje os pedestres que passeiam pela areia da Praia Central de Balneário Camboriú sequer imaginam que um dia o local serviu como palco de algumas atividades um tanto quanto inusitadas atualmente. 

 

Uma delas era a prática, anterior aos anos 60, do pouso de avião na areia da Praia Central. O espaço era grande e amplo, o que possibilitava a aterrissagem, principalmente quando havia maré baixa. Um dos primeiros a começar com o costume foi o Presidente João Goulart, que tinha uma casa na Avenida Atlântica, que inclusive hoje mantém-se preservada em seu modelo antigo. Quando vinha fazer uma visitinha à cidade, o presidente utilizava como transporte o seu avião, que ficava tranquilamente "estacionado" na areia da orla.

 

Com o desenvolvimento da cidade, que passou a ser conhecida nacionalmente, e consequentemente o crescimento do turismo, a prática tornou-se frequente aos turistas de elite que moravam mais distantes e vinham conhecer Balneário Camboriú. Justamente por isso era comum ver aviões estacionados em frente aos primeiros hotéis da cidade. Quando tinha muito vento alguns aviões também aterrissavam de forma provisória na praia. 

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Avião em frente ao Hotel Balneário. Década de 1940. Acervo de Antonio Jorge de Borba.  

Velocidade à beira mar 

Além de servir como pouso dos aviões, a areia da Praia Central também presenciou a emoção e velocidade das corridas de carro que rolavam à beira mar na cidade em 1970. 

 

Os carros largavam próximos da Avenida Central e da Rua 51, em sequência seguiam pela Avenida Atlântica até o Hotel Marambaia e retornavam pela faixa de areia. As corridas eram divididas em três categorias: quatro cilindros, seis cilindros e força livre. Cada uma delas tinha até 15 competidores. Os primeiros cinco vencedores ganhavam troféus, que eram comprados com a ajuda de patrocinadores.

 

As disputas eram promovidas por um grupo de Balneário que gostava de automobilismo e também recebia a ajuda de corredores que vinham de cidades como Curitiba, Itajaí e Florianópolis. Havia até mesmo pilotos que vinham de outros estados como Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo para participar do evento. Eram competidores que corriam em autódromos pelo país, mas eram considerados amadores. Porém, uma coisa era certa, as corridas movimentavam a cidade e, literalmente, levantavam a poeira. 

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Corrida de carros na Praia Central de Balneário Camboriú. Acervo pessoal de Adolfo Wili Karrer.
Corrida de carros na Praia Central de Balneário Camboriú. Acervo pessoal de Adolfo Wili Karrer.
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Corrida e calhambeques, década de 1970. Acervo Histórico de Balneário Camboriú.